Conheça também
O Monoglota
Blógui do Mayfly
Fotolog
ORKUT
Blóguis
*Abaixa a Bola
*Ah, o amor
*Arroz de Leite
*Bambu Oco
*Batom na Cueca
*Be Here Now
*Coluna Brasil
*Contact
*Debaixo da Ponte
*Deus Morreu
*Doctor Phibes
*Hay Dias
*Hidden-Track
*In Vitro
*Megazona
*Nunca Plantávamos Coentro
*O Cara Mais Mal-humorado do Mundo
*Paulo F.
*Querem me Enlouquecer
*Tigerlily
*Toxic Girl
*Walkwoman
*Wish
Arquivos
Layout by Luciana C.
|
Terça-feira, Agosto 31, 2004
Hoje
Hoje é dia de ver filmes com histórias de amor. De encontros e desencontros. É dia de procurar em cada cena um par de olhos e em cada plano-seqüência uma caminhada. De achar mensagens belas nas entrelinhas. E em cada diálogo, mais um modo de boas lembranças chegeram à mente.
É dia de caminhar, olhar para o céu sempre limpo e ver um sol acolhedor dar lugar a uma lua radiante. É dia de sentir o calor e o frio no corpo, em momentos diferentes, mas sentir a mesma sensação de alento.
Um bom dia para escrever, enquanto pensa em canções, em danças e chuva. E nesse ínterim, encontrar frases suaves em cada mensagem, em cada recado. Guardar na memória todas as manifestações de carinho. Como se fossem pequenas jóias de grande valor, protegidas em uma caixa próxima o suficiente para que possamos apreciar seu brilho. Hoje é dia de olhar pro céu e ver uma lua linda.
Ouvir discos, decorar versos, aprender palavras difíceis, pronunciar frases de olhos fechados. É um dia para menear a cabeça enquanto canta. Para bater palmas ritmadamente, fechar as portas e janelas e dançar sozinho, sem ninguém ver. Bom dia para bater papos gostosos, para rir, se divertir. Para deitar na varanda ou balançar na cadeira de balanço. Quem sabe as duas coisas.
Hoje é dia de tirar as máscaras. E sorrir.
postado por Fábio, 11:30 AM |
Sábado, Agosto 28, 2004
A menina da chuva
Ela caminha devagar, como se não houvesse tempo. A faixa de areia é sua, e por ela passeia, sem se importar que o céu esteja nublado. A menina da chuva quer sentir as gotas d'água caindo sobre ela, acariciando-a, tão devagar quanto seus passos.
Às vezes, a menina caminha com seu guarda chuva xadrez, pela cidade. Olhando para o chão, pensando na vida, ouvindo canções. Lembrando de histórias belas contidas em livros e filmes. Enquanto passeia pelas ruas, vai olhando os transeuntes armados de guarda-chuvas. Se detém para observar quantos desviam os seus, por educação. São poucos: uma senhora pequena, com rosto avermelhado e expressão paciente, uma menina com modos delicados e um rapaz pensativo. Sim, são poucos.
A menina da chuva continua a caminhar. Vez ou outra baixa o guarda-chuva, para que as gotas a atinjam. De repente se detém, abre a palma da mão e estiva o braço, para segurar algumas delas. Olha pra cima e sorri, levemente. Pode estar feliz, quem sabe nervosa. Ergue novamente o guarda-chuva, fita a rua à sua frente e continua a caminhar.
E ela espera. Espera enquanto caminha pela cidade ou pelas areias. A menina sonha em voar, durante um dia de chuva. Haverá uma nuvem que a carregue até onde a esperam?
postado por Fábio, 2:17 PM |
Quinta-feira, Agosto 26, 2004
Já havia se vestido, estava pronto. Mas decidiu que não iria de ônibus, nem de carro. Trocara seus pesados sapatos escuros por confortáveis tênis. Em vez da calça jeans, uma bermuda. Aquele dia, iria a pé.
Não sabia quanto tempo levaria para chegar até lá. Mas queria aproveitar sua folga na agenda, a falta de compromissos marcados para chegar na hora que bem entendesse. Também queria pensar, e nada melhor que fazê-lo enquanto caminhava, sem pressa. Juntou as coisas numa mochila e foi-se.
Ainda era bem cedo, mas o asfalto já ardia como uma chapa quente. Inevitável então ver o caminho à sua frente em uma imagem distorcida. Colocou um chapéu na cabeça, para protegê-la do sol, e seguiu despreocupado com o calor, que prometia ser implacável. Caminhou alguns quilômetros pela estrada, mas não se cansava, porque a paisagem era bonita. O entretinha de tal forma que ele parecia estar ali tão somente para apreciar as árvores, os arbustos, os pássaros. Mas era preciso caminhar.
A cada quilômetro, ia repassando na mente todos os seus compromissos futuros: contas a pagar, a receber, eventos a comparecer. Pessoas com quem conversar. Mas aos poucos foi criando intervalos entre esses pensamentos, para dar espaço para as coisas belas que foi encontrando no caminho. Até que passou a se preocupar apenas com os passos. E caminhou, caminhou. Até não saber mais voltar.
postado por Fábio, 11:16 AM |
Segunda-feira, Agosto 23, 2004
Lucinha fora acordada pelos passarinhos. Não sabia ao certo que tipo, apenas que eram lindos e tinham um cantar gostoso de se ouvir. Abriu a janela e o sol invadiu por completo o quarto. Por alguns momentos, teve a sensação que tudo havia entrado no seu pequeno cantinho: o Sol, o vento, os passarinhos e o pequeno rio que corria aos fundos de seu sítio. O riacho, aliás, fazia um bonito acompanhamento aos pássaros, com correr suave de suas águas, ainda imaculadas. Lucinha pegou seu ursinho de pelúcia e o levou à janela. "Olha só, Zé, que dia bonito temos hoje".
Procurou algo com o que segurar os cabelos e foi direto para a campina, sem se preocupar com desjejum ou o que fosse. Sua mãe gritou por ela, chamando-a para a cozinha. Lucinha, porém, fez ouvidos de mercador e continuou correndo, correndo, correndo. Chegou ao portão do sítio e o atravessou, pegando a estrada. Encontrou seus dois melhores amigos, André e Aninha, ambos
no mesmo espírito que ela. Fizeram uma aposta para ver quem chegavam antes à mata. E correram, mais uma vez.
Chegaram à mata, logo após os sítios e chácaras para onde iam nas férias. Deixaram para trás cadernos, merenda, professores exigentes e coleguinhas pentelhos. Também não havia motivo para preocupações com "os bandido", nos quais seus pais nunca deixaram de falar. Através de uma picada improvisada, adentraram na mata. Vez ou outra encontravam alguns animais: macacos, tatus, aves... Mas ali encontraram mais coisas.
Uma grande chaga na mata, que nunca tinham visto antes. Seguiram em frente, para ver o que acontecia por ali. Encontraram alguns tratores trabalhando. Arrancando árvores, cavando buracos, nivelando o terreno. "Acho que vão fazer outro sítio por aqui", disse André, no que Aninha concordou.
Mas Lucinha olhou nas fisionomias das pessoas que ali trabalhavam. Sentiu a seriedade e a tristeza naquelas fisionomias, algo não muito comum naquela região. E temeu o que estava por vir. Imaginava que, a partir daquelas pessoas trabalhando, o mundo real invadiria seu o pequeno e bucólico universo.
postado por Fábio, 1:22 PM |
Quarta-feira, Agosto 18, 2004
O tom rosado do céu
Os passos tranqüilos de Diana na comprida faixa de areia contrastavam com a agitação em sua mente naquela tarde. Seus ouvidos trabalhavam a todo vapor, embalado pelas melodiosas canções saídas de seu discman. Os olhos observavam as múltiplas cores do céu, que davam lugar umas às outras enquanto a noite se aproximava. Fora isso, lembrava.
Chegou um momento em que se deteve. Sentou na areia e ficou a olhar as tonalidades mutantes, o constante balançar das ondas e as várias pessoas que por ali passavam e também vinham observar. Algumas delas também se sentaram, outras continuaram caminhando. A maioria, porém, permaneceu em pé, imóvel, apreciando a beleza daquele final de tarde.
Mas para Diana tudo era mais bonito. Afinal estava acompanhada não só de um céu lindo e mar encantador, mas também de canções mágicas. Trocou o CD e a beleza continuou invadindo seus ouvidos, coração e mente. A tarde caía e com ela o azul celeste, que dava lugar a uma coloração rosada.
A mudança deixou Diana enternecida. Sorriu e aumentou o volume do discman, para em seguida fechar os olhos. Abriu-os segundos depois, não queria perder o por-do-sol. Próximos a ela, outras pessoas também admiravam o tom rosado do céu. Diana, porém, achava a cena mais pessoal, mais dela, graças às canções. E então reparou que não escutava mais o ruído do mar, que ficou para trás.
postado por Fábio, 1:57 PM |
Segunda-feira, Agosto 16, 2004
Minha vida daria um post
foto: Aline Vecchia
Primeiros acordes. Pulos, gritos, festa total. Mais um show com Los Hermanos, rodeado de amigos e permeado de piadas, comentários esdrúxulos e histórias, como sempre acontece. Mas algo segue diferente. No set list, na reação do público em alguns momentos mas, principalmente na maneira de ouvir e cantar todas as músicas.
Põe mais um na mesa de jantar
Porque hoje eu vou praí te ver
Desliga o som dessa TV
Pra gente conversar
A banda está cada vez mais afiada, dá pra sentir a emoção dos caras, o tesão em tocar prum público que não pára de cantar todas as letras de cor. No início, são quatro do Camelo, uma mais bonita que a outra. Mas é quando Amarante se aproxima do microfone, para cantar a sua primeira, que o show ganha ares realmente especiais. Nesse momento, dou uns passos para trás
e me afasto do campo de visão dos amigos. Tudo isso para me sentir como se ainda estivesse no meu quarto.
Deixa ser, como será
Quando a gente se encontrar
No pé o céu de um parque
a nos testemunhar
Deixa ser, como será
Eu vou sem me preocupar
E crer pra ver
O quando eu posso adivinhar
E as músicas vão se sucedendo, assim como as emoções. Algumas imagens me vêm à mente durante todo o show, da primeira à última canção. Caminhadas em uma faixa de areia e sob um céu nublado. Ou talvez numa calçada movimentada, ao som de buzinas e gritos de mascates.
Em certo momento, pensei numa música e, segundos depois, eles a tocaram. Não foi a primeira vez que isso me aconteceu, claro. Mas a sensação foi muito mais forte que nas outras ocasiões.
Me diz o que é o sufoco
Que eu te mostro alguém
A fim de te acompanhar
E se o caso for de ir à praia
Eu levo essa casa numa sacola
E eles saem do palco, para voltar em seguida e cantar mais algumas no bis. Canções sensacionais, emocionantes e intensas. Fim da apresentação, luzes acesas, as pessoas se dispersam. Em todos os grupos de amigos, as pessoas se entreolham com um sorriso no rosto, onde se pode ler claramente: "meu, que show foda". Mesmo um pouco mais curto que os anteriores, foi mesmo sensacional. Algumas músicas importantes faltaram, é certo, mas há ausências mais sentidas. Por ora, as canções e o pensamento vão suprindo as lacunas.
postado por Fábio, 4:29 PM |
Quinta-feira, Agosto 12, 2004
Frio e gelo
Depois de muitos dias de clima ameno, o inverno fez por onde ser chamado assim. Está frio e todos se agasalham. Os desprotegidos tentam se dirigir o mais depressa possível para algum lugar quente. As pessoas se encolhem em si mesmas. Escondem o rosto, os braços, cobrem os pés e as orelhas, assim como Jorge.
O frio pode ser implacável e cruel, mas pode ser também um alívio. Jorge gosta de sentir o frio e o vento quando está triste. É como se fossem bálsamos para uma chaga aberta, uma droga para amainar suas dores. Caminhar enquanto sente o vento acariciar o rosto é para ele uma experiência interessante.
Mas hoje o frio está um pouco além do ideal. O vento é cortante. Castiga os dedos, mãos e rosto. Todos os órgãos internos gelam.
O coração de Jorge, porém, não sofre com o frio, pois há muito está envolto em um espesso cubo de gelo. Um belo dia, o inverno veio e assim o deixou, imune a qualquer verão que pudesse surgir. Não faltaram picaretas, facas, tesouras e serras que tentassem abri-las. Mas faltou gume a elas.
Foi então que, de repente, uma gota de água perpassa a superfície de seu órgão congelado. A gota escorregou pelas laterais e repousou no chão, ao lado de outras irmãs que fatalmente aparecerão. Seria um degelo?
postado por Fábio, 10:06 AM |
Terça-feira, Agosto 10, 2004
Juliana abriu os olhos e deu um grito, assustada. Olhou para um lado, olhou para outro, todos estavam dormindo. Tinha acabado de passar por um sonho horrível, do qual saíra graças ao grito. Imaginou que seus pais e irmãos tivessem acordado com o barulho, mas o sono de todos estava imaculado.
- Mamãe?
Não respondeu. Mas bastou ouvir sua própria voz para senti-la abafada. Incapaz de, naquele tom, acordar alguém. Imaginou que o mesmo havia acontecido com o grito. O que esperou ter saído alto, estridente e incômodo talvez tivesse sido rouco e evasivo. Tentou mais uma vez.
- Papai?
Nenhuma resposta. Escondeu seu rosto no cobertor, escuro e espesso. Começava já a adormecer novamente, quando uma idéia lhe veio à mente e se sentou rapidamente, tão assustada como quando acordou. Não queria mais dormir. Tinha medo.
Pouco a pouco, as cenas do pesadelo lhe voltavam à mente. Caminhava por um campo bonito e verdejante, sorridente, ao lado dos irmãos mais velhos. Resolvera correr pela ponte de madeira, que atravessava um rio raso e calmo. No meio do caminho, a ponte se rompeu e os irmãos riram. Tudo bem: ela se molharia, praguejaria um pouco e voltariam para casa.
Mas de repente, o rio foi sumindo, dando lugar a um grande penhasco, com fundo árido, vermelho e ameaçador. De repente, seus irmãos desapareceram e só o que havia era o abismo. Ela caía, caía sem parar. Tudo porque ousou atravessar a ponte para alcançar a bela árvore que havia na outra margem.
Juliana sentiu medo de dormir, um medo como nunca sentira na vida. Mesmo tocando com firmeza os edredons e cobertores, mesmo sabendo que estava em um porto seguro, se sentia como em um barco afundando. Ou ainda na ponte de madeira.
Queria nunca mais dormir, com medo de sonhar, cair de novo. E talvez nunca mais levantar.
postado por Fábio, 9:11 AM |
Sábado, Agosto 07, 2004
Sorrisos liberados
Abriu a janela, descerrou as cortinas e olhou para o céu, como sempre faz, seja dia ou noite. Naquele instante, o azul dominava. Nada de nuvens, sol e vento conviviam harmoniosamente. Um céu perfeito, o seu preferido. Foi tomado por uma grande alegria. Colocou, em homenagem àquela manhã, "Here comes the sun". Entrou no clima da música, cantou e meneou a cabeça animadamente. Antes de sair, pôs pra tocar "Retrato pra Iaiá". E foi trabalhar cantarolando os bonitos versos da música.
Acordara muito cedo, mas em nenhum momento demonstrou preguiça ou irritação. Parecia já saber que, em suas próximas horas, encontraria motivos para sorrir. Não soube precisar quanto tempo se passou, então. Porque as boas horas não se contam.
Apenas passam, para deixar mais à frente um pouquinho de saudade. De repente, seu trabalho perdeu todo o peso, todas as dificuldades, porque se sentia leve e feliz. Alguns problemas surgiram no trabalho mais tarde, mas espantou a todas. "Eles passarão, eu passarinho", dizia.
Não podia ouvir canção alguma onde estava. Mas montou em sua mente um verdadeiro acervo musical para encarar novas missões, que surgiram no último momento e lhe tomaram horas preciosas. Chegou em casa muito tarde, mas ainda assim encontrou tempo para pensar em coisas boas. E para ouvir mais uma vez, antes de dormir, "Retrato pra Iaiá".
postado por Fábio, 8:26 AM |
Terça-feira, Agosto 03, 2004
Marcelo continuou balançando em sua velha cadeira de balanço, absorto pela leitura e pelas músicas. Voltou ao mundo quando estas pararam de tocar. Levantou-se e programou em seu computador uma nova seleção de canções. Em seguida, retornou à cadeira.
As músicas se sucederam, trazendo cada uma consigo sensações diversas. A primeira fez Marcelo balançar a cabeça, de forma ritmada. A segunda o fez cantar e assobiar, mas a terceira apenas serviu de pano de fundo à sua leitura, que havia retomado.
Já começava a entrar novamente no universo do livro quando uma música do Velvet Underground lhe chamou a atenção. Sempre gostou daquela canção, mas naquele instante sentia algo mais forte ao ouvi-la. Foi tomado por uma grande ansiedade. Levantou-se, fechou o livro e guardou com cuidado na estante.
Permaneceu por alguns segundos em pé, imóvel. Pensava. Começou a dar passos pequenos e lentos pelo quarto. Suspirou fundo. Sentiu seus braços e pernas moverem-se lentamente, como que por vontade própria. Percebeu então o que acontecia, pois aquela não era a primeira vez. Correu à janela e cerrou as cortinas, para que ninguém do lado de fora o visse, até que a música acabasse.
Cérebro de Ervilha
As dúvidas são pontes que aumentam as distâncias
postado por Fábio, 2:17 PM |
Postei duas vezes o mesmo texto. De novo...
postado por Fábio, 2:01 PM |
Domingo, Agosto 01, 2004
A cadeira de balanço estava ali, pedindo companhia. Há alguns dias, Marcelo tinha dado mais prioridade à leitura profissional, que estava em atraso. Textos maçantes, relatórios, artigos de jornal. Para isso, preferia o velho sofá-cama de três lugares, que ocupava um canto do quarto. Era o mais propício para essas leituras.
Minutos depois ele entrou, esbaforido. Jogou os cadernos, livros e revistas no sofá-cama. Ligou imediatamente o computador e colocou algumas músicas para tocar. Foi à cozinha, deu uma rápida olhada nas panelas, mas percebeu que não estava com a menor vontade de comer. Voltou ao quarto, onde uma canção dos Beatles ocupava todos os espaços. Dali a pouco viria Mutantes, Los Hermanos, Ludov... olhou com cara de enfado para os jornais que trouxera. Pegou-os e jogou num canto, sabendo que desta forma não os leria tão cedo.
Mexeu na mochila e sacou um livro. Abriu na página marcada e retomou a leitura. Como costumava acontecer, desapareceu repentinamente do quarto para adentrar nos cenários descritos pelo narrador do romance. Sentiu o arfar no peito do protagonista como se fosse ele próprio, admirou a beleza da bela mulher como se ela estivesse à sua frente.
Nem precisou interromper a leitura. Em poucos segundos, já estava sentado na cadeira de balanço. Jogava o corpo para frente e para trás. Estava absorto pela leitura, pelo ritmo da música e pelo sacolejar de sua cadeira, companheira de leituras e audições mil.
Depois de minutos de ansiedade e sentimentos ruins, foi invadido por uma onda de calmaria. Era a bonança, que se sucedia à tempestade. Restava esperar pelo que viria à frente: se outra tempestade ou um porto de mares calmos.
postado por Fábio, 2:18 PM |
|